• Larissa Maciel

É justa a enxurrada de críticas contra o Potiguar?

O Potiguar, de postulante ao segundo turno, passou a ser criticado pelo esquema de jogo.

Walber e Wallace contra o América - foto: Léo Moura/ACDP

As duas derrotas por goleadas consecutivas geraram uma enxurrada de críticas nas redes sociais. No jogo contra o América, as opiniões se voltaram pelos erros nos quatro gols (principalmente o primeiro). Já contra o Santa Cruz, o novo discurso é de que talvez as pessoas tenham se empolgado cedo com a nova equipe.


É justo chamar o Potiguar de cavalo paraguaio? De coca cola de três litros? De time de um jogo só? Óbvio que a piada, o meme vai existir por parte do torcedor. Isso permanece no futebol e faz parte do cenário. Mas é preciso separar meme de análise e de acompanhamento do trabalho. Os erros apresentados pela equipe não apagam a qualidade dos atletas contratados.


No jogo contra o Santa, por exemplo, é injusto não pontuar a boa participação de Alexandre Talento. O time do meio pra frente parece muito bem resolvido. Filipe Silva, Jefinho, Mayron e Walber, quando inspirados, servem muito bem Madson, Zé Flores e Talento. Jhean não teve uma tarde feliz no último jogo, assim como Wallace teve um equívoco contra o América, o Enzzo titubeou, acontece.


O que precisa ser dito é que o time tem qualidade técnica. Individual e coletiva. Os jogadores não caíram de para quedas. Quem acompanha o Potiguar (e acredito que eu acompanho) notou a mudança até no estilo do treinamento após a chegada de Luciano.


Mas aqui vai outro alerta: além da necessidade urgente de consertar a defesa, é preciso equilibrar o emocional.


Os resultados são “criticáveis”. Os jogadores são passivos de críticas, as opções do técnico também. Mas acredito que desmerecimento não é o caminho. Futebol não tem fórmula mágica e não é jogo de sorte apenas.

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