• Larissa Maciel

“É mais barato manter o Maracanã do que a Arena das Dunas”, diz controlador do Estado

Fala de Pedro Lopes marcou um dos momentos da CPI da Arena das Dunas.

Com informações extraídas do Blog do Barreto


Mal voltou a famosa CPI da Arena das Dunas e já temos uma grande fase de efeito. A chamada primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito quanto ao valor investido na construção do estado, em nível de Copa do Mundo, teve esta fala do controlador geral do Estado, Pedro Lopes.


No depoimento, ele reforçou informações de que houve furos nos contratos da obra para a Copa do Mundo, realizada no Brasil.


“É mais barato manter o Maracanã do que a Arena das Dunas. Isso não faz sentido porque o custo de vida no Rio de Janeiro é bem mais alto do que o de Natal. Tudo lá é mais caro”.


O custo mensal de manutenção da Arena é de R$ 2,3 milhões. Já do Maracanã, R$ 900 mil, é o que aponta.


Ainda foi apresentada a informação que nos termos atuais, o Governo do RN pode pagar até R$ 361,2 milhões a mais pelo financiamento contratado para a construção do estádio.


Pedro Lopes também explicou o prejuízo R$ 16 milhões ao Estado causado pela metodologia adotada pela então governadora Rosalba Ciarlini na divisão das receitas.


A assessoria da Arena das Dunas emitiu nota sobre a CPI. Veja: NOTA


Os depoimentos colhidos no dia 17 de agosto de 2021 na Comissão Parlamentar de Inquérito

instalada na Assembleia Legislativa do RN confirmam que a Arena das Dunas Concessão e

Eventos S.A. cumpre o previsto no Contrato de Concessão 001/2011 e os direcionamentos

oferecidos pelo Poder Concedente.


O compartilhamento das receitas acessórias obedeceu a ato do Poder Concedente, passando a

serem exploradas sob essa baliza. Apesar de discordar veementemente, a concessionária passou

a adotar a nova interpretação acerca do tema aplicada pelo Poder Concedente, como informado

pelo Controlador do Estado.


Não se pode, contudo, concordar com seu mérito, tampouco com sua aplicação retroativa.

A Arena das Dunas seguirá cumprindo o contrato, contribuindo com o desenvolvimento

econômico do Rio Grande do Norte e defendendo os seus interesses nas esferas cabíveis.

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