• Larissa Maciel

É tática, é gripe... mas Wallyson decide

O atacante salvou o ABC de uma derrota fora de casa na Série C. Não dá pra negar suas qualidades.

Foto: Rennê Carvalho/ABC

Olhe, essa história de Marchiori x Wallyson já deu até demais. É inegável que o treinador tem o direito de escolher os seus titulares de acordo com o seu olhar tático e estratégico para cada partida, mas a sensação que se passa para o torcedor e para a imprensa é de que essa rusga pode nunca ter um fim. Na partida contra o Aparecidense, Wallyson era dúvida, viajou, ficou no banco e no fim salvou o time de uma derrota. Um pontinho pesado que volta na bagagem.


O argumento da vez é que o atleta está gripado e precisava ser poupado. Tudo bem, faz sentido. Isso pode afetar seu desempenho. Mas fora este detalhe, a entrada do mago ontem reafirmou o que tá na cara, é óbvio, transparente e incolor: Wallyson é titular. É o homem gol do ABC. É quem sabe definir e quem pode destoar na luta pelo acesso.


O ABC aparenta séria carência com relação aos seus atacantes. Jefinho, por sinal, caiu no desgosto do torcedor, ativou o "super silêncio" e, pela arquibancada, agora é denominado inimigo do gol.


Se há rusgas ainda entre técnico e jogador, precisam ser sanadas. Não é um peso fácil de levar numa competição tão nivelada. Particularmente, gosto do trabalho do Fernando Marchiori, o acho coerente e demonstra vasto conhecimento adquirido com a bagagem da carreira. Mas, do outro lado, também há um ídolo, um cara de história farta que merece a confiança por ser o que é quanto a qualidades técnicas.


Não tem para gripe, não tem para rusga, não tem pra coisa alguma. É Marchiori comandar, analisar, esquematizar sua equipe e entender: tem que ter Wallyson no ABC.

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