• Larissa Maciel

É um milagre? Há muito tempo não se vê jogador em seleção ter posicionamento contra a CBF

Jogadores chamam presidente da Confederação para uma conversa sobre a competição.

A regra era clara: foi convocado ou contratado, é ficar pianinho e consentir. Antes de chegar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o técnico Tite era um crítico ferrenho da maneira como a própria conduzia o futebol brasileiro. Lá, assim que chegou, se emocionou com os mimos e passou a fazer a política da boa vizinhança. Jogadores então? Infelizmente, nos últimos anos, grandes “paus mandados”.


Surpreendeu a todos a informação de que os atletas não têm interesse em atuar na Copa América. Poderíamos ter, por exemplo, uma seleção olímpica em campo pela competição que será realizada no Brasil após imbróglios na Argentina e Colômbia, políticos e sanitários.


Já deixei clara a minha posição de não ser favorável a competição no Brasil neste momento por imaginar que a logística e a chegada de pessoas de outros países, sendo jogadores ou não, não é o melhor para um país com média de 2 mil mortes dia e também não é um bom exemplo a ser seguido quando estamos enfrentando ainda dificuldades de avançar em vacinação e principalmente em consciência. Já basta a farsa dos protocolos nos nossos campeonatos estaduais e brasileiros. Sabemos bem que vários surtos em clubes brasileiros já aconteceram e, ainda bem, ninguém teve o pior.


No entanto, é um milagre ver os jogadores tomando pelo menos algum posicionamento contra o presidente da CBF. É um verdadeiro milagre um pedido de reunião e de postura.


Infelizmente a classe de jogadores nem sempre quer estar a par dos bastidores. Quer fazer o seu, dentro de campo, e ponto. Mas está na hora por mais. Seja contra ou a favor da Copa América, contra ou a favor do calendário brasileiro, mas ter postura, posição. São seres humanos e todos, absolutamente todos, tem posicionamento e visão de mundo.


Vamos ver no que vai dar.

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