• Larissa Maciel

A apatia e a ânsia por mais ditam o futebol potiguar

Alvirrubro fez campanha acima do esperado e é mais um que sofre por calendário.

foto: Léo Moura/ACDP

Fim de calendário para o Potiguar. Com exceção do ano passado, onde o alvirrubro teve a Série D, o fato “comum” voltou a acontecer. É difícil ter que lidar com o cheiro da naftalina no terno de jogo, mas é preciso sentir o incômodo para que ele possa não acontecer com frequência.


A falta de competições para disputar ao longo do ano é responsabilidade sim do clube porque passa pelo planejamento. Planejamento que faltou lá atrás na montagem do elenco, na falta de transparência quando o ano de fato começou e nas apostas absurdas que foram feitas e que quase derrubaram o Potiguar. Mas não é a única causa.


É um absurdo que a Federação Norte Riograndense de Futebol (FNF) pense que apenas o certame ano a ano é suficiente. Não cansarei de bater nesta tecla. Esbanja a importância da competição porque oferta vagas de Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileiro, mas é a mesma coisa que achar que um prato de comida alimenta o dia todo.


Ao Potiguar, caberá ter ânsia de mais. A nova gestão promete buscar um novo alojamento para atletas, reativar base e também começar de já o planejamento para 2022. É esperar que isso aconteça e acompanhar cada passo.


Mas, repito: não dá pra ficar de braços cruzados esperando ajuda divina. Também não dá pra ficar com a mão estendida o tempo todo à FNF que sempre demonstrou uma tamanha inércia por mais. É satisfeita com um certame de 14 jogos e dois turnos. Isso vale para todos os clubes que hoje sofrem por falta de calendário, mas baixam a cabeça e dizem amém.


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