• Larissa Maciel

A bola sabia que não seria justo o ABC chegar a final


Foto: Andrei Torres/ABC


Interesses semelhantes. Um ABC pouco esperançoso nas competições nacionais, viu na final do segundo turno a chance de fazer algo positivo. Um Potiguar que vinha de três vitórias consecutivas, invicto fora de casa e sedento pela final.


A proposta do ABC era igual ao do Santa Cruz e do América, lembram? Lá atrás, deixando o Potiguar com a bola, aparecendo em contra ataques. Foi assim que surgiu seu gol, na cabeça do Adalberto, quando o time chegava bem em velocidade e nas faltas. 1x0.


O Potiguar até atacava, mas a bola, que passava muito pelo meio, não chegava boa no ataque. Faltava mais velocidade. Ficou para o segundo tempo.


Logo de cara após o intervalo, gol impedido do ABC, e cartões pra todos os lados (e como eu questionei aqui no blog, foi a PIOR versão de Caio Max ontem que entrou no jogo). Mas um Potiguar mais ousado, incisivo, tornava-se superior. As entradas de Mikael, no meio, e Vinícius, foram cruciais. Não somente para o desenvolvimento do time em campo, como em gols. Foram com eles que saíram os tentos heróicos.


21 minutos, bola na cabeça de um baixinho, que fez de cabeça. No apagar dar luzes, bola para uma dupla que sabe o que faz: de Jefinho para Vinícius, é caixa. Vitória maiúscula de um time maiúsculo.


A bola, que alcançou uma das menores estaturas do alvirrubro, que chegou para um cara que talvez nem entrasse em campo no Frasqueirão, sabia que não seria nada justo o ABC chegar a final. Não falo apenas pelo que mostrou em campo ontem, mas no campeonato em si. Time meio sem sal, sem brio, e o torcedor alvinegro bem sabe disso.


A bola chega no pé do cara certo, na hora certa. As vezes, ela surpreende em gosto. Mas ontem, foi certeira. O Potiguar mereceu ontem e mereceu em todo o turno o que construiu. Fim de papo.

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