• Larissa Maciel

A final é morna, mas tem dedo dos dois técnicos

Moacir Júnior e Renatinho Potiguar cumprem mais do que o papel proposto em pouco tempo.

Renatinho Potiguar x Moacir Júnior foto: montagem

A final do segundo turno, digamos, tem pitadas do improvável. O primeiro turno do Santa Cruz era o parâmetro, claro. A equipe perdeu seis consecutivas e a chegada de Renatinho Potiguar prometia e cumpriu. Deu pra notar o dedo do técnico na equipe logo na primeira partida do turno.


O ABC vivia a pressão de, caso não chegar à disputa final, ficar sem calendário em 2022, como o rival América. A derrota para o Potiguar fez inflar ainda mais a desconfiança, mas a sequência foi o combustível que o técnico Moacir Júnior precisava para dar fôlego a equipe. Pragmático, mas “resultadista”. Vencer o América, então, era o que faltava.


A final também é a cara do campeonato em 2021. A oscilação de todas as equipes influenciaram diretamente no nível da disputa. Oscilações que passaram pela construção dos elencos, pelos bastidores aquecidos e infelizmente por denúncia de manipulação de resultados também. Quem não tem nada com isso é quem vai entrar em campo no fim de semana pra levantar o caneco.


É o confronto Renatinho e Moacir que dá tempero à coisa. Objetivos inicialmente distintos que se encontraram no fim. Trabalho de curto prazo, que nem sempre da resultado, mas deu. Agora é também contar com um pouco de sorte.


A final é morna, mas que tem dedo de técnico. Não tem peça exuberante, nem máquina de nenhum lado. Teve resultado que é o que importa. Não adianta volume do durante, mas o volume do depois.


Quem leva? Não tenho palpite. Cenário aberto.

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