• Larissa Maciel

A nossa seleção também é carregada por mulheres. Falta prestígio


foto: reprodução

Hoje foi dada a largada na Copa do Mundo feminina de futebol. A competição está acontecendo na França e claro que conta com a participação da nossa seleção canarinha. Mas aí é que está: por que você não se interessa por isso?


A culpa, claramente, não é só de quem não acompanha como torcedor ou torcedora, mas está no todo. Na imprensa que pouco repercute e este ano tem tentado corrigir erros de décadas, uma vez que a Globo, por exemplo, fará a transmissão dos jogos da nossa seleção.


Falta incentivo ao futebol feminino desde a formação de um time no campeonato brasileiro até a falta de mais empresas patrocinadoras. Na masculina, chove marketing. Falta olhar de verdade para as nossas meninas, quando a CBF acredita que já faz sua parte só em divulgações nas redes sociais. Falta muito ainda. Mas podemos dar mais um passo a frente fazendo o simples: acompanhando.


Marta é a nossa maior artilheira. Supera Pelé. Formiga? Símbolo de classe, de raça, de amor a camisa que veste e de uma vasta experiência que merecia o carinho da torcida. Cito as duas porque são os maiores símbolos de uma seleção que não é favorita ao título, mas claro que pode surpreender. Afinal, é a seleção brasileira.


Ah, e neste caso, falamos de futebol, de campo, de bola rolando. Não de condutas extra campo, de polícia em treinos, de qualquer outra coisa que não seja o que amamos: futebol.


Aqui, não faço um simples pedido, mas um apelo como jornalista e amante do esporte: domingo, 10h30, ligue a TV, deixa a bola rolar na sua casa mais uma vez. Enfeitamos as ruas de verde amarelo, compramos camisetas, reunimos as nossas mais próximas amizades para celebrar a seleção masculina, por que não fazer o mesmo a partir de domingo?


A camisa amarela, que já orgulhou tanto você, pode te orgulhar novamente, mas vestindo a luta de uma mulher pelo primeiro título mundial do Brasil.

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