• Larissa Maciel

A terra de Santa Luzia não enxerga seus mais guerreiros representantes

O grito de socorro dos atletas por apoio não chega aos ouvidos certos e suas conquistas passam longe dos olhos mais altos.


Wilson Ribeiro, que veste a camisa da seleção brasileira, passa despercebido aos olhos dos nossos representantes - Foto: reprodução TCM

Hoje a tarde, em mais uma pauta voltada ao cenário esportivo, encaro o drama desse atleta que sonha em seguir nos representando mundo afora, mas encontra a resistência quanto a apoio. Situação que virou rotina nas mais diversas modalidades, mas que ignora o tamanho da representação que o esporte pode nos trazer.


Mossoró, naturalmente, chama atenção pelas suas tradições culturais e festivas. Nossa história também é marcada por grandes acontecimentos políticos. No esporte, também temos nossas marcas... a trajetória do Baraúnas na Copa do Brasil jamais será esquecida, por exemplo. Detalhes, momentos que traduzem uma terra cheia de nomes, exemplos, prodígios, mas que me parece um tanto quanto cega.


Este ano, o nosso esporte sentiu, mais uma vez, a falta de prestígio ao perder orçamento para o Mossoró Cidade Junina. Nosso ginásio segue interditado e só deve voltar a funcionar em setembro e olhe lá. Nossos atletas fazem rifas, batem nas portas das empresas pedindo socorro pra realizar seus próprios sonhos e levar o nome da cidade nas costas quando não se tem um pingo de ajuda.


A terra de Santa Luzia é cheia de fé, mas também segue cheia de cegueira. Temos um atleta de Karatê na seleção brasileira, que vai competir no Chile para continuar vestindo a amarelinha e simplesmente ninguém liga, ninguém vê. Quantos já não desistiram porque ninguém mexe os pauzinhos por esses personagens?


Uma cidade que não sabe valorizar seus filhos, jamais poderá utilizá-los como protagonistas nas páginas de sua história, nem tampouco poderá surfar na onda da euforia quando estes "conquistarem o mundo". Assu até teve desfile em carro aberto para prestigiar o atleta Paulo Ricardo, do Taekwondo. Aí eu pergunto: e Mossoró, faz o quê pelos seus atletas? Faz o quê pelo esporte?


Apesar de não ser católica, peço a Santa Luzia que ilumine os olhos maiores da cidade para que enxerguem além dos interesses próprios e honre os filhos teus.

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