• Larissa Maciel

Avenida Rio Branco: o que fazer?

Espaço é o mais procurado para a prática esportiva, mas enfrenta problemas com toque de recolher integral.

Em tempos normais, a avenida estaria interditada pela segurança dos esportistas que utilizam a avenida aos domingos - foto: comunicação PMM

Antes de qualquer coisa, sou adepta da avenida rio branco e da segurança de quem utiliza o local para esportes. Em respeito ao decreto, não tenho frequentado o local. O espaço é indiscutivelmente o grande ponto público esportivo de Mossoró. Por ser central e principalmente pela cultura já criada, o projeto Viva Rio Branco acontece por si só. Não precisa exatamente interditar a avenida, as pessoas estão lá. Seja na calçada do teatro Dix-Huit Rosado, seja na praça dos esportes ou de eventos. Há sempre uma parcela de pessoas caminhando, correndo, pedalando e com filhos no local.


Em dias comuns isso jamais seria problema. Estimular a prática do lazer e do esporte é absolutamente saudável. No entanto, existe um decreto em vigor que claramente não é cumprido não apenas em Mossoró, como também em boa parte do estado. O tal toque de recolher integral não funciona aos domingos. A Rio Branco é o exemplo.


Vale salientar que o problema não é exatamente quem faz seu pedal, corrida ou caminhada sozinho. O problema é que se você der uma rápida passada por ali, vai ver vinte, trinta jovens juntos, sem praticar qualquer esporte, sem máscara, apenas conversando. Foram apenas para usufruir do ambiente, ouvir uma música, lanchar juntos.


O problema está nos dois lados: na falta de conscientização do público, que insiste em sair sem máscara, e na falta de fiscalização mais severa. Afinal, sem a interdição do espaço e com um decreto em vigência, espera-se a recomendação do cumprimento de apenas sair de casa no domingo para utilização dos serviços essenciais.


Pensando em soluções e simplesmente não só apresentar o problema, o primeiro passo é manter a discussão de “expandir” o projeto viva rio branco. Coisa que já é cogitada pela secretaria de esportes e até é projeto do vereador Lawrence Amorim.


Mas falando no imediatismo, no hoje, já que não estão fiscalizando a prática esportiva no domingo de toque de recolher, que a população busque outro espaço, mais isolado, para a sua prática esportiva individual, principalmente se for sem a máscara.


É a solução de momento: conscientização do poder público e parcela de contribuição da sociedade. Sem a hipocrisia de dizer que tudo é fiscalizado, sem a hipocrisia também de fingir que não se vê e sem a hipocrisia de dizer que não sai de casa.


Do blog - vale o adendo que a prática de esportes coletivos também segue vetada por decreto. O blog já destacou que, neste momento, não é permitida a prática de futebol amador e demais modalidades em praças públicas.


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