• Larissa Maciel

Coeso, Potiguar soube jogar e começar o campeonato

Alvirrubro mossoroense deixou boas perspectivas contra o Santa Cruz.

foto: Léo Moura/ACDP

Gostei do que vi. Preciso confessar que lembrei da estreia em 2021, contra esse "mesmo" Santa Cruz. Dá pra acreditar naquilo que vemos ano passado? Lembrar daquele começo chega a ser aterrorizante. Esse Potiguar não. Claro, é começo, é estreia, tem muita água pra rolar. Mas acima de tudo, achei o time coeso, controlado, tendo segurança com a bola.


É natural quem em estreias as equipes possam demonstrar ansiedade e isso abra algumas oportunidades pro adversário. Bem defensivamente com PC e Rafael Lima na zaga, o alvirrubro sabia controlar as ações do Santa Cruz e não partia para o desespero. Cresceu no jogo quando entendeu onde achar os espaços, principalmente na dobradinha Narcílio e Carlos Alberto, que mais que uma referência individual, também é uma referência coletiva.


O jogo por si só não teve tantas emoções e sustos. Aliás, prefiro um jogo sem sustos do que mal organizado. Não era uma pelada, existia um desenho, uma ideia por parte dos dois times. Do Potiguar, enxerguei uma boa leitura de jogo e até um bom entrosamento para começar. Cada jogador parecia entender bem sua função e principalmente entender onde estava o seu companheiro, arriscando até algumas deixadinhas e jogadas de calcanhar, na dose certa.


Um jogo sem sufoco também pode dar segurança, trazer mais respaldo e, por isso, o placar magro já foi de bom tamanho. Um crime aquela bola de Jefinho de voleio não ter entrado.


Para o jogo contra o Assu, é ousar um pouco mais. Apostar nas jogadas individuais, surpreender o adversário além do toque da bola. Mas taticamente e tecnicamente, já gosto do que vejo do time de Joel Cornelli. Vamos esperar as próximas partidas.

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