• Larissa Maciel

Com temporada, Potiguar tem novas opções para 2023

Alvirrubro este ano contou com jogadores versáteis que assumiram "a bronca" quando preciso.

Técnico Nilson Correia - foto: Marcelo Diaz

O ano não foi fácil. Embora tenha começado de maneira correta, com pré-temporada no seu devido tempo e até distante de Mossoró, mas em boas condições, o alvirrubro passou por alguns turbulências que custaram pontos preciosos e que poderiam ter dado uma situação mais confortável em busca da Série D.


Ainda assim, vejo que a temporada tem seus frutos. O alvirrubro sofreu com polêmicas bem menores nos bastidores e também soube reconhecer os seus erros. O primeiro deles, ao meu ver, a situação envolvendo Hudson e Madson. Poderiam ter sido advertidos, mas tudo bem. O segundo, vejo como a demissão de Joel Cornelli. Naquele momento o Potiguar precisava de fôlego e gerência pra tentar somar qualquer ponto que seja no primeiro turno e o técnico tinha sim, seu valor. Um terceiro erro foi quanto aos posicionamentos públicos. Alguns, em nome do diálogo, poderiam ter passado.


Mas os principais frutos vieram num segundo turno que escancarou novamente para o Estado que o futebol do interior pede ajuda. Salários atrasados, cobrança natural dos jogadores, mas estes ainda sim permaneceram atuando e focando nos resultados. Foram duplamente profissionais quando cobraram seus direitos e exerceram seus deveres. Ponto para este elenco.


A chegada de Nilson Correia para o comando técnico também foi uma grata "surpresa". Soube gerir o elenco que ele não montou, trouxe Adriano Napão como uma indicação importante e também ganhou o seu braço direito, Márcio Mossoró, dentro de campo. Este, o divisor de águas do Potiguar. Márcio mostrou para Mossoró porque seu nome tem história. Ajudou o clube dentro e fora de campo, foi um líder e confirma que pulsa pelo seu lugar de origem. Isso muito honra um jogador profissional.


Analisando, portanto, o fim da temporada, penso que alguns nomes são opções para 2023 com o calendário da Série D. Começo pela manutenção do técnico Nilson Correia. Soube trabalhar em solo mossoroense e trouxe sua filosofia de jogo debaixo do braço e imprimiu em campo. Além dele, jogadores como os zagueiros Paulo César, Rafael Lima, o volante Lusa, o meia Harrisson e os atacantes Vinícius, Wendy e Napão deixaram uma boa vitrine. Também destaco o goleiro Wadson que mais uma vez provou sua qualidade e foi peça chave para o alvirrubro. Por fim, não dá pra esquecer de Mikael, sempre presente no nosso futebol.


A verdade é que dá pra garimpar bem esse elenco e manter o contato no mercado. Entre os erros e os acertos, há pontos que ainda podem ser explorados na próxima temporada. Enquanto ela não chega, naftalina no terno de jogo para esperar por 2023. Um descaso com assinatura da FNF que não olha por seus clubes que ficam sem competições por 9 meses.

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