• Larissa Maciel

Conheça Cássia Maria, karateca curraisnovense

Cássia conta como sua vida hoje é dedicada ao karatê e ao prazer de viver o esporte.


Cássia Maria, natural de Currais Novos, 32 anos, foi uma das mulheres que buscou o contato do Blog Larissa Maciel para contar sua história. Casada e sem filhos, ela pratica o karatê, no estilo Shotokan, há 08 anos. Na pele, ela já sente que o karatê virou um estilo de vida.


1- Você já relatou que começou no esporte há oito anos. O que te motivou a praticar o Karatê?


Sempre gostei da ideia de uma mulher saber lutar. Por isso, desejava aprender alguma arte marcial. O karatê foi a primeira que tive contato. Associada a isso, existia aquela ideia de "o homem protege a mulher ". Porém eu não tinha sorte com relacionamentos. Temia ser forçada a coisas que não quisesse, em algum encontro amoroso. Então pensei: tenho que saber proteger me proteger. Não ficarei dependendo dos outros, me privando, por exemplo, de sair ou chegar em horários considerados perigosos (tarde da noite).


Com o passar dos anos, fui entendendo que esse conceito de que o homem protege a mulher estava ultrapassado. O que vemos nos noticiários, todos os dias, mostra claramente isso. Mas hoje em dia a minha visão sobre a prática de uma arte marcial se expandiu.


Não é apenas defesa pessoal. É um estilo de vida, é autoconfiança, autoestima e muitas outras coisas. Me descobri muito através do karatê. Despertou a coragem e espírito de guerreira que existe em mim. Sinto-me muito diferente de antes.


2- Em relação a competir, vem competindo atualmente? Tem conseguido calendário na pandemia?


As competições estão voltando, mas aos poucos. Há um tempo que vou às competições somente para acompanhar a equipe, por motivos de discordância com alguns pontos.


3- Você sente de alguma forma o preconceito da sociedade por ter o karatê como estilo de vida?


Percebo que a maior parte da sociedade admira (ou pelo menos onde moro). Porém, há uma certa falta de credibilidade, por parte de alguns, quando vê que uma mulher está à frente do trabalho. Também, dentro da própria comunidade karateca, vejo que existe machismo. Apesar de que, pode parecer contraditório, mas, na maioria das vezes, somos melhor recebidas pelo público masculino do que pelo feminino, entre karatecas.


4- E o que pretende daqui pra frente dentro do esporte além de competir? O que tem como missão dentro do karatê?

A minha missão principal é perpetuar a arte, disseminando-a o máximo possível e incentivar as mulheres a aprender a autodefesa.

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