• Larissa Maciel

Conheça o Maísa City, equipe feminina que desponta desde 2017

Essa história começa tardiamente, mas já é abraçada pela comunidade e pelos adeptos do esporte.

foto: cedida

Essa história começa com um fator interessante. Lugar predominantemente masculino, o futebol pode oferecer resistência a entrada de mulheres no esporte. No entanto, para a equipe Delarosa, da Maísa, a união com uma equipe masculina foi preponderante para a continuidade do projeto na comunidade. Hoje, as mulheres do Maísa City Feminino viajam e se colocam a disposição em busca de títulos.


Quem nos conta essa história é Theodoro Júnior, que comanda a equipe de mulheres. Ele relata os prós e contras do futebol feminino e comemora o espaço de cada dia que o time busca conquistar.


"O nosso time ele começou em 2017, que era o Delarosa. Foi o primeiro nome criado. As meninas participaram de jogos em Mossoró e deste time a gente começou uma parceria com um time masculino. Marcávamos um jogo para o masculino se tivéssemos um feminino. Aí unimos o Maísa masculino com o Maísa feminino. Assim, em 2019, o Delarosa virou o Maisa Citty feminino.


Hoje ainda é muito difícil o futebol feminino, ainda tem muito preconceito, é muito desvalorizando , aqui nós só conseguimos alguma coisa por que nós saímos pedindo ajuda à amigos e parceiros".


Por falar nisso, como é a questão do apoio?


"Uma parte, pelo pessoal confiar no meu trabalho, temos patrocinadores sim. Mas quando chegamos para tentar um patrocínio e falamos nos nomes das meninas, já notamos uma resistência por ser um time feminino. Nós temos um mini campo, mas estamos sem iluminação, treinamos agora num campo grande, sem iluminação e que precisa melhorar também.


Outra dificuldade é quando vamos jogar fora. O meu carro serve como ônibus. Não temos o apoio quando viajamos. Saímos pedindo, fazemos rifa e tiramos do bolso para manter. Nós temos o nosso uniforme porque é aí aonde nosso patrocinador chega. Mas não temos materiais suficientes para os treinos. Faltam bolas, cones, praticamente tudo".


Nessas horas que falta o apoio, como se virar?


Uma forma também que a gente fez para participar deste campeonato em Cajazeiras-CE foi mandando para amigos uma mensagem pedindo o apoio a partir de R$ 2. Mas também tiramos do nosso próprio bolso.


E como a equipe é recebida pela comunidade da Maísa?


"Nós somos muito bem aceitos na Maísa. Depois que teve o primeiro campeonato, o pessoal começou a acreditar mais no trabalho. Também a gente tem que falar as partes boas e ruins, temos um vereador na comunidade que nos apoia."

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