• Larissa Maciel

Em jogo de famintos, o melhor é comer pelas beiradas

Potiguar e América é final e ponto. É saber jogar.

O duelo de alvirrubros talvez represente a grande instabilidade que foi o campeonato. Quem diria que aquele Potiguar que começou a competição poderia se transformar e chegar a uma possível disputa de turno? Quem diria que o América, nesta etapa, estaria amargando a quarta colocação da tabela?

Pressão de bastidores aqueceram as panelinhas de cada grupo. De um lado, reconstrução. Do outro lado, pressão constante do torcedor. O que é claro é que tanto Potiguar como América estarão famintos pelo resultado. Bom, é para ser assim.


O alvirrubro mossoroense está na terceira colocação com doze pontos, perdendo posição para o Santa Cruz por saldo de gol. Assim, precisa construir seu resultado e torcer que o Santinha não garante mais três pontos.


O América soma onze pontos e a situação é pior. Precisa vencer o Potiguar para somar quatorze e não pode ver o Santa Cruz nem empatar. Dureza.


No jogo dos famintos, é comer pelas beiradas. O Potiguar já demonstrou que sua maior fraqueza é a quantidade de gols que toma. Dois jogos seguidos vencendo por 4x3 colocaram a equipe na ponta, mas também tirou a equipe da zona classificatória. Contra o ABC, fez um dos jogos mais lúcidos em estratégia: soube atacar e defender e encarar como final.


No primeiro turno, o América soube explorar essas fragilidades do Potiguar com velocidade, contra-ataque e pitadas de Wallace Pernambucano. Pela pressão, vem fervendo.

Para não sofrer o toma lá da cá, também precisará ser estratégico.


Quando criança, se aconselha a esperar que o prato fique mais morno antes de colocar a primeira colherada na boca. A beirada é sempre a primeira parte mais "fria". Ser frio e calculista também é ser quente em objetivo.


Quem janta quinta?

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