• Larissa Maciel

Equipe Maria Bonita de basquete: objetivo é manter o projeto

Treinador Franklin Soares detalha as dificuldades de realizar o basquete feminino em Mossoró.

foto: cedida

1- Quando surgiu a equipe?


A equipe surgiu no ano de 2012, com um grupo de meninas que acabara o ensino médio e buscavam um espaço para continuar a prática do basquete fora da escola.


2- Quais eram as maiores dificuldades e quais são as dificuldades do presente?


As dificuldades a princípio era a estrutura, espaço, material de treino e uma quantidade limitada de atletas.


Hoje portanto, percebe-se um interesse maior, por parte de mulheres, que demonstram sentir mais desejo na prática nessa categoria adulta. Porém a estrutura ainda continua sendo precária. Falta políticas públicas locais que estimulem e visem facilitar as demandas para um espaço saudável e atrativo para treino. Falta espaço coberto para treinos em dia de chuva, por exemplo, e para isso funcionar, temos nos organizado e nos esforçado muito para não parar. E todo esse esforço, aliado a todas as demandas que a mulher já absorve no dia a dia com o trabalho, casa, filhos e entre tantas outras coisas, acaba as vezes impossibilitando a prática de maneira mais intensa.


3- A equipe, claro, busca competir. Mas também abre porta para as mulheres que querem aprender o basquete?


Sim, o MB visa ser um espaço para todas as mulheres que tem interesse em participar. Assim como foi dito sobre a história da fundação da equipe, não desejamos que nenhuma outra menina, encerre sua vida esportiva quando acaba a escola. Tentamos ser espaço para todas as mulheres que desejem praticar o esporte que ama sem precisar sair da cidade para isso.


E Graças aos colaboradores (nossos treinadores) que conseguimos agregar nesse momento, podemos ter treinos qualificados e bem orientados em todos os níveis de conhecimento técnico e tático.


4- Como tem sido o calendário de competições depois da participação a nível estadual?


Retornamos os treinos a exatamente 1 mês, estamos ainda tentando impor ritmo para nos organizar e ver possíveis competições no ano. Como não temos competição local no calendário, buscaremos participar de competições fora, mas ainda não sabemos quais.


5- Há preconceito com o time por ser feminino? Machismo? Assédio?


O MB tem na história muita proximidade com o público masculino. Acho que isso se deu em detrimento ao nosso local de treino, que na maior parte do tempo tem sido em quadras públicas, tivemos esse contato direto com os meninos. Inclusive já teve período em fazer treino misto, onde nos unimos com a equipe masculina, o Cactos.


Então em grande parte desse convívio tivemos uma relação saudável de respeito e estímulo.


6- O que pretendem para este ano?


A manutenção desse projeto.

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