• Larissa Maciel

Federação estreita protocolos, mas deve ficar atenta é a malandragem

Protocolos sanitários já são seguidos. No entanto, os de segurança são desrespeitados.

Casos de pessoas não ligadas as delegações foram registrados nos estádios - fotos: reproduções

A volta do campeonato estadual não tem tanta diferença de protocolos assim. Em grande maioria, os clubes já limitavam a presença de pessoas nos treinamentos, principalmente torcedores. A imprensa, quando permitida, também tinha que respeitar os limites estabelecidos. Agora, as delegações só poderão contar com 35 pessoas cada.


No entanto, a principal preocupação é de segurança. Quando a desembargadora judicial Judite Nunes pontuou que o futebol poderia gerar aglomeração, bastava lembrar do que já aconteceu no estado, só olhar a foto acima. No Barretão, ninguém explicou exatamente quem eram aquelas pessoas nas arquibancadas. Provavelmente familiares.


O que pontuo aqui é que a preocupação com a segurança deve ser ainda maior que a sanitária. Por respeito aos atletas, técnicos e toda a equipe do clube que se preocupa em seguir com rigidez o que se pede. Todo mundo sabe que os jogadores são rigidamente testados, bem como as comissões técnicas. É por isso que falam que o futebol é seguro.


Mas de nada adianta se dirigente A ou B abrir portas para a entrada de um amigo, de um familiar, como sabemos que também já aconteceu. É o velho "vai que cola". Hoje levo um, amanhã quem sabe levo outro e como diretor, exijo a entrada de mais alguém. Malandragem.


É a famosa carteirada que acontece em todo lugar. Já aconteceu lá no jogo Potiguar x Globo, no Edgarzão. O ex-gerente de futebol do alvirrubro, Neto Juremal, entrou por permissão de alguém, sem qualquer ligação com o clube. Pediram explicações da segurança, mas não foi relatado em súmula.


FNF, olho no peixe e outro no gato. Não são casos isolados. Testagem todo mundo sabe que terá. Sacanagem é que não pode ter. Não mais.

21 visualizações0 comentário