• Larissa Maciel

Flamengo e Palmeiras: os milionários brasileiros caíram na loteria


O futebol, apesar de muitos evitarem a comparação, é como a vida. Quanto mais a gente investe, busca uma estruturação melhor, mais acreditamos que assim seremos melhores, alcançaremos nossos objetivos. Natural, não é? Se me fortaleço, tenho maiores condições de vencer.


A lógica, no entanto, poucas vezes prevalece dentro de campo. A maioria da imprensa colocava o Flamengo na semifinal. Quanto a Palmeiras e Inter, o favoritismo verde estava alicerçado principalmente na fase que vive. Tudo isso cai por terra quando se esquece de olhar, com carinho, o adversário.


Este Atlético PR que celebrou ontem no Maracanã, quase aprontou pra cima deste mesmo Fla, mas com uma equipe reserva, lembra? O Internacional nunca foi bobo. Saiu cabisbaixo do primeiro jogo, mas sabia que em casa, a conversinha era outra. Do que tratamos aqui, então? Do óbvio!


Da obviedade que Flamengo e Palmeiras despontam como as equipes mais qualificadas do país, milionárias, enriquecidas de grana e de qualidade técnica. Também da obviedade que naturalmente, pelo conjunto, são colocadas como "favoritaças" aos títulos. Finalizo com mais uma obviedade: de que, nem sempre, isso é preponderante dentro de campo.


Os milionários brasileiros caíram dentro de uma loteria e não tiveram a sorte grande. Pararam nas suas grandes apostas, mais uma vez. Os números não estavam em sintonia dentro de campo. Para os mais humildes, a felicidade.


A Copa do Brasil é uma terra firme para as chamadas zebras passarem. Não que Inter e Athlético fossem, mas é uma competição propícia para o improvável, para a novidade historicamente.


Flamengo e Palmeiras agora podem e devem duelar pelo Brasileirão por tudo que os qualificam. Apesar de, precipitadamente, achar que o tom está mais para o verde.


Se a Copa do Brasil é terra dos improváveis, o campeonato de pontos corridos parece ser mais previsível.

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