• Larissa Maciel

Joana Neves: do RN à referência paralímpica

Nossa peixinho pede passagem nas águas por onde mergulha. Ela narra sua história no blog Larissa Maciel.

foto: comitê paralímpico

Joana Neves, 34 anos e uma história longeva pela seleção brasileira paralímpica de natação. Natalense, tem apelido de peixinha. Muito cedo começou a dedicar sua vida ao esporte. Hoje, inspira mulheres como uma referência mundial na modalidade e de vontade de vencer.


Joana soma medalhas nos Jogos Paralímpicos de Londres (2012), Rio de Janeiro (2016), Tóquio (2020) e ainda no campeonato mundial de natação paralímpica em 2015.


Ela foi uma de nossas entrevistadas do blog Larissa Maciel para o projeto Março para Elas. Acompanhe!


Como começou a sua trajetória no esporte?


Eu comecei na natação muito cedo e por recomendações médicas. Eu caía muito e o médico me passou recomendações para eu fazer reabilitações na água. Tia Suzana, minha primeira técnica, viu que eu tinha potencial para eu ser atleta e começou a me treinar e treinar outros estilos. Com oito meses de nado eles me levaram para uma competição em Recife, 2001 e eu consegui trazer sete medalhas, cinco de ouro e duas de prata. Aí eu comecei a tomar gosto pelo esporte.


Nesse início, quem lhe acompanhou mais e ajudou na evolução dentro do esporte?


No início eu tinha o apoio dos meus pais, da minha família, que é o essencial. Quando a família apoia a gente consegue realizar as coisas bem mais fáceis. Além do meu treinador, que é o meu técnico até hoje, o Rodrigo Villar e também da família dele.


Ainda falta mais vitrine pelo esporte paralímpico. Como você vê esse cenário?


Eu acho que a gente já está começando a ganhar nosso espaço. Estamos sendo mais visados, mais vistos, digo assim: em 2012, poucas pessoas viam, conheciam o que é o esporte paralímpico. Hoje as pessoas já sabem o que é, vão assistir. E isso mostra que o esporte paralímpico está sim ganhando o seu espaço.


Tem noção da sua representatividade como mulher e atleta paralímpica para outras pessoas e principalmente outras mulheres?


Eu não tenho muita noção, mas fico muito alegre, muito feliz quando vejo mulheres dizendo “nossa, você é minha inspiração, me inspiro em você”. Isso me dá forças para conquistar muito mais, seja um mundial, um regional. Isso é muito bom e ainda mais gratificante em saber que vou representar mais uma vez o Brasil em competição internacional.


Qual o seu desejo para o presente e para o futuro com a presença feminina ainda maior nos esportes?


Desejo para o presente, da nossa equipe feminina, é que a gente possa ganhar proporção para a equipe e que no futuro isso possa ser dividido meio a meio. Se a seleção for convocada em 30 atletas, sejam convocados 15 homens e 15 mulheres, ter o nosso espaço. Afinal, estamos bem evoluídas, conseguimos um aumento muito grande na seleção brasileira de natação e eu me recordo que quando eu iniciei eram 8, 10 mulheres. Hoje nós já estamos com uma proporção maior de mulheres e eu vejo no futuro muitas ganhando medalhas nos jogos de Paris.

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