• Larissa Maciel

JUVERNS, F1 e Futebol: o racismo a nível mundial em cinco dias

É surreal como cada vez fica mais escancarado o racismo estrutural dentro do âmbito esportivo e da sociedade.

JUVERNS, F1 e Futebol - os casos de racismo da semana

Em menos de cinco dias, racismo escancarado nas páginas dos noticiários de esporte. Primeiro, em âmbito local, a injúria racial contra o jovem atleta da equipe do Diocesano nos Jogos da Juventude Escolar do Rio Grande do Norte. O fato aconteceu no Ginásio Pedro Ciarlini na segunda (27). Sons de macaco ecoaram no ginásio e causou revolta da família que, com razão, busca justiça e medidas cabíveis.


Como se não bastasse, na fórmula 1, um termo utilizado pelo ex-piloto Nelson Piquet causou embrulho no estômago: para se referir ao multicampeão Lewis Hamilton, ele preferiu chama-lo de "neguinho" em tom pejorativo, sendo escorraçado nas redes sociais e ainda repudiado pela própria Fórmula 1.


Voltando aos campos, enquanto Corinthians e Boca Júniors se enfrentavam pelo jogo de ida das oitavas de final da libertadores, torcedores do time argentino faziam gestos e sons de macaco contra a torcida do time brasileiro. Gestos nazistas também foram flagrados pelas câmeras. Três torcedores foram presos pela Polícia após o crime.


Os casos agora só estão escancarados. Já acontecem a cada vez que a bola sobe no basquete, quando rola no futebol ou quando a velocidade da Fórmula 1 é vista em cenário mundial. O que os três casos trazem para reflexão, no entanto, é justamente mostrar que há racismo estrutural em todos os âmbitos. No JUVERNS, não pararam o jogo. Na fórmula 1, notas de repúdio não serão suficientes. Na Libertadores, a Conmebol é extremamente omissa e se perde em decisões que precisam ser simples: cadeira nos criminosos e punição aos clubes.


Até quando?

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