• Larissa Maciel

O ABC rebaixou os sinais e caiu no descenso de si próprio

A narrativa do rebaixamento com uma rodada e antecedência até o torcedor já conhecia.


Foto: Diego Simonetti

Lembro muito bem do primeiro jogo que vi na beira do campo esse ABC. Nas ondas do rádio, da voz dos comentaristas, as conversas dos torcedores, já era sabido no início do ano: o alvinegro precisava de muito mais pra chegar a objetivos altos no ano de 2019. E eu concordava.


Daí chegou ao título do primeiro turno do campeonato estadual, que felicidade! Poderia continuar a hegemonia na competição diante do maior rival... Viu o título voltar a vermelhar em território natalense. Novamente, os sinais apareciam: Esse ABC precisava de mais.


Sinais que já chegavam de dentro de casa. Dificuldades de vencer no Frasqueirão e até de convencer seu torcedor a lotar a arquibancada. Um time que se apoiava num belo início de ano de Rodrigo Rodrigues, mas que tinha limitações sérias de elenco. Pois bem, a Série C chegou e a realidade veio mais uma vez a tona. E os sinais...


Derrotas seguidas, goleadas, a fase do goleador já não existe mais. Cai o técnico! A culpa é de Ranielle!! E ali, amigos, a coisa desandou. Um ABC que mais parecia um sacoleiro de gols adversários, se abriu todo nas mãos de Sérgio Soares, que caiu fora do barco furado rapidinho. Lá vem Roberto Fernandes pra tentar salvar a pátria alvinegra. Sinais positivos?


Lembro também da primeira coletiva de Roberto. Comparando momentos, estatísticas que poderiam fazer o torcedor acreditar. Vem jogador, vai jogador. Mantém Jefinho no time? Wallyson, o redentor, salvará o alvinegro? Sinais, sinais, sinais! Enquanto o ABC tentava se reestruturar como equipe no meio de seu sofrimento contra a queda, as paredes que eram o alicerce já caíram fazia um certo tempo.


O jogo contra o Sampaio então, os últimos sinais. Chances claras de gols, oportunidades perdidas, como de costume. E, de praxe, o adversário abre o placar na Frasqueira. Quem salva? Jefinho. 1x1. O redentor Wallyson, rendido a pressão, perdeu um pênalti salvador. O medo já tinha aberto a porta e o domingo trataria de fechar.


Do outro lado, lá na Paraíba, quem abriu a porta foi a Confiança. Treze 1x0.


Se diretoria e elenco tivessem notado a narrativa que construíram desde o início do ano, talvez tivessem tempo de fechar o buraco da maior derrota de todas já sofridas até então: a Série D.


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