• Larissa Maciel

O campeonato potiguar de 2021 está manchado e precisa de respostas

A competição não empolga torcedor, como diz o presidente da FNF em seu twitter.

foto: Gabriel Leite

Calma, não estou falando apenas pelo pênalti absurdo marcado pelo árbitro Zandick Gondim na final de ABC 1x1 Santa Cruz. Nossa arbitragem só piora a cada ano e todo mundo sabe disso. Essa foi apenas uma das atrocidades do campeonato. Refiro-me a competição como um todo.


É surreal que a competição seja aplaudida por quem defende com unhas e dentes a Federação Norte Riograndense de Futebol apenas pelas vagas que ela dá em Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileiro. É só isso. É só porta de entrada. Nem mesmo América e ABC se preparam para o certame. É um erro não se preparar? Sem dúvida. Mas o desleixo revela o desinteresse.


Este ano, o campeonato notoriamente foi mais disputado. Isso muito mais pelo nível técnico do que por outra coisa. Nível esse, não se engane, para baixo. Equipes montadas em meio à competição, como o Potiguar, surpreenderam. Foi uma verdadeira montanha russa. Antes só o nível técnico fosse o problema, o maior deles foi o de denúncia de manipulação de resultados.


Tais denúncias acontecem desde o ano passado e a dona FNF só estava deitada eternamente em berço esplêndido. Fingia não ver. Depois de patrocinadores pedirem respostas, publicou notícia de fato e pediu investigação. Precisa de mais, precisa deixar o torcedor a par dos detalhes. Precisa de coletiva de imprensa sobre o assunto.


O campeonato ainda teve um falso protocolo rígido onde todo mundo era bem vindo. Ex jogador em arquibancada, técnicos de outros estados, olheiros, familiares, convidados de honra. Ainda houve o chilique da própria FNF contra o Governo e os decretos, mas sabiam que, no fundo, seus protocolos não eram seguidos a risca.


Pra coroar, caso de injúria racial. Como diz certa música badalada no rádio, “é problema puxando problema”. Mas não se engane: nem só quem está no palco merece os tomates lançados. Quem fica na plateia assistindo o mesmo “espetáculo” todo ano e não pede por mais, também.


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