• Larissa Maciel

O inacreditável Peru


Antes do jogo contra o Uruguai, um Peru que era zebra. Antes do jogo contra o Chile, um Peru improvável. Após o apito final, um Peru merecidamente finalista. Um passeio histórico na Copa América que pode ser explicado pelo que faz o futebol mais inexplicável: o poder de ser surpresa.

O que os adversários creem ao encontrar a equipe do técnico Gareca é de uma seleção sem nomes de peso, lutando pra ter uma camisa com mais peso. Talvez por isso o Uruguai tenha se surpreendido, uma tremenda displicência de um atual campeão como o Chile entrar em campo totalmente desconectado da forma que foi.


A rapidez da tomada de bola no meio pra ter a resposta através de um contra-ataque marcado pela raça e técnica de um Guerrero explica a estratégia correta peruana. Quando não se tem um craque, se cria: um time inteiro se doando pelo objetivo.


O segundo gol tomado pelo Chile é ainda mais esclarecedor: um time abobalhado percebe que tem um adversário. O goleiro, o exemplo da displicência, sai do gol. Bobo não é Yotun, nem o Peru. Golaço. Fatal. Ainda mais fatal é o outro goleiro. Gallese: o símbolo do jogo.


O Chile, que sonhava com um trireinado, teve uma noite de bobo da corte. Provou que no futebol ainda existem bobos: os que subestimam.


É bom que relembremos a goleada brasileira pra cima desse time para encorajar aquela mesma partida aplicada dos canarinhos. É bom colocar aquele jogo no modo replay até domingo. O inacreditável Peru chegou a final assim: na esperteza de um pequeno que ousou ser gigante.

0 visualização

©2019 by Larissa Maciel. Proudly created with Wix.com