• Larissa Maciel

O Potiguar na boca do povo

Alvirrubro mossoroense deixou escapar de todas as formas a chance de disputar o turno.

foto: Léo Moura/ACDP

O som das ruas é interessante. Ouvir o torcedor, então, traz ainda mais o termômetro do que é o futebol. Desde o jogo do Potiguar contra o América, nas ruas, tenho notado um discurso quase que unânime de quem para para conversar comigo sobre o futebol mossoroense.


"Larissa, como explicar o Potiguar? Estava tão bem, segurando o América e levar três gols assim então pouco tempo?"


É difícil realmente de explicar, mas o torcedor sabe bem que não foi nos três gols do América que a desclassificação apareceu. Foi lá naquele jogo contra o Globo, contra o Força e Luz, contra o Potyguar... foi na demissão imediatista de Joel e na falta de reforços pontuais que tirassem do time as peças que já não trazem efeitos. Isso, sim, deu pra ver no jogo contra o América.


Forçado pela chuva de cartões amarelos que o senhor Caio Max resolveu aplicar ao Potiguar, o técnico Nilson Correia olhava pro banco e estava em via dupla. Tinha que mexer pra evitar expulsões, sabia que ia perder em estratégia e qualidade. Foi isso. Essa é a explicação do jogo, mas não do turno.


Está na boca do torcedor que o Potiguar deixou um turno inteiro de oportunidades passar por suas próprias mãos. Está na boca do torcedor que o time tem limitações, mas dava perspectivas até este último jogo. Também está na boca do povo que o segundo turno é bem mais duro e difícil.


O alvirrubro foi ao mercado e já trouxe o atacante Adriano Napão e o zagueiro Matheus por indicação do técnico Nilson Correia. Na minha opinião, ainda falta mais um lateral esquerdo e um meia de armação que chegue pela titularidade.


O Potiguar pode "virar" esse jogo no segundo turno enxergando os erros que o povo, na rua, já apontou. Não só eu.



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