• Larissa Maciel

O X que demarca o espaço da mulher no futebol

O que nos demarca no esporte são nossos próprios genes, não nossa competência.


Foto: divulgação Vitória

Não tem jeito. Quanto mais parece que as portas para um futebol mais acessível, mais diverso e humano irão se abrir, mais temos a certeza que faltam passos bem largos. Há quem diga que futebol feminino é desnecessário, que lugar de mulher é longe do esporte mais amado em todo o mundo. Por que ele não pode nos receber?


Diariamente, toques na bola do machismo são dados sem perceber, sem causar o mínimo de cócegas nas pernas de seus “falantes”. Um deles foi o candidato a presidência do Vitória (BA), Paulo Carneiro, que não admite a realização do futebol feminino no Barradão. E por que? Segundo ele, não dá pra misturar mulher e homem no mesmo lugar, nem admitir mulher de salto alto no gramado. É cada coisa!


Pelo menos este senhor não escondeu seu pensamento retrógrado, ao contrário de quem se diz aberto, a favor e fã das mulheres no esporte, mas destila o mesmo machismo, mas através de cortinas.

O que demarca o espaço da mulher no futebol não é sua competência ou interesse, mas seus genes. É o X da questão. É falta de um suposto X que marca onde podemos pisar.


Mais respeito, rapazes! É o que pedimos.

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