• Larissa Maciel

Opinião: Felipão caiu em um "upgrade" do 7x1

Texto reflete a queda do técnico até então alviverde embasada no comentário do jornalista Mauro Cezar.


Foto: Marcelo Regua/Agência O Globo

Ontem a noite, assistindo o programa Linha de Passe, da ESPN Brasil, escutei uma opinião interessante do jornalista Mauro Cezar, que pontuou sobre a nova demissão na carreira do técnico Luís Felipe Scolari. Ele apontou algumas "semelhanças" entre a derrota recente para o Flamengo, pelo Palmeiras, e o bendito 7x1 com o Brasil.


Claro que os placares são totalmente opostos. Mas faz muito sentido. Adaptando o pensamento e a opinião de Mauro, digo que Felipão caiu num "upgrade" do 7x1. Diante de uma grande decisão, mais um erro tático, visto em campo por milhões de brasileiros que pararam pra assistir o encontro dos milionários pelo brasileirão. O Palmeiras praticamente não existiu diante de um Flamengo faminto pela vitória.


Curiosamente, naquele 7x1, Felipão preferiu apostar na alegria das pernas de Bernard. Pelo Palmeiras, apostou na sua paixão maior: os volantes. Não deu nem pra fazer cócegas no embalado time de Jorge Jesus, que assim como a Alemanha, construiu seu resultado como um gigante que é e ainda fez firulas diante do adversário. Gabigol que o diga.


Fato é que após cinco anos, parece que aquele sentimento de fracasso voltou a palpitar no coração de Felipão. Naquela partida, abatido, sentado no banco de reservas, ele deu uma pequena volta pelo passado que o assombra. Largou o boné como quem dizia: acho que deu. E foi isso mesmo.


O texto em si não é uma crítica a carreira vitoriosa de Scolari, nem muito menos um atestado de incompetência. Pelo contrário. Nada apaga as vitórias, títulos e a história de Felipão. O próprio "São Marcos" o reconhece como o maior técnico do Palmeiras e me parece bem plausível. A essência verde habita nele.


Mas uma coisa é certa. Assim como a trajetória vitoriosa, o caminho do 7x1 pra cá, até esse 3x0 para o Fla parece sem volta. Nada apaga também. O que me parece que jamais vai ter um upgrade é a filosofia do treinador e isso é uma escolha dele.


Entra o Mano, que o antecedeu na seleção, pra mudar o que ele mesmo gosta: "a volância".


Ah, e só pra deixar mais uma semelhança: a Alemanha também usava vermelho e preto.

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