• Larissa Maciel

Opinião: um campeonato infectado pelo vírus e pela desordem

Lidar com o vírus é complicado em qualquer instância e a CBF se achava imune.

Foto: Thaís Freitas/GEC

O futebol voltou e cheio de novas regras. Tudo pela saúde de quem faz o espetáculo. O que se vê até então, passa longe de show nos gramados, mas um show de horrores antes de cada nova partida.


Embora tentando estabelecer os protocolos de saúde, a CBF não esconde suas falhas e escancara um brasileirão vulnerável a COVID-19. Não importa a série, a realidade é que o vírus é aquele inimigo que se transforma na grande dificuldade de respirar pela vida e na competição.


No CSA, 18 testes positivos. No Treze, 12. No Atlético-GO, quatro. Liberados após o vexame do presidente da comissão médica em divulgar um assunto sensível que primeiramente deveria ser comunicado ao clube.


Todo mundo viu a desordem também protagonizada nos bastidores de São Paulo x Goiás. Time entra pra aquecimento quando o outro não tem condição de sequer montar um banco de reservas.


Bancar a testagem e garantir a segurança é mais do que obrigação, dona CBF. Assim como olhar e ser um pouco mais humana com aqueles que fazem os times pequenos que não possuem estrutura suficiente para lidar com suas peripécias. Ou faz direito ou não faz, ponto.


E não me venham com o tal do w.o. Ninguém está imune. Cabe a cada um seguir a risca as recomendações para amenizar a transmissibilidade. O que não dá é lutar contra a doença e contra erros bobos.

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