• Larissa Maciel

Pós jogo: É hora de dignificar

Time é outro. Isso é um fato. Azar faz parte, só não pode ter muito tempo.

foto: Léo Moura/ACDP

Qualquer torcedor quer resultado. Seja com jogo feio ou não, três pontos são três pontos. Mas o torcedor alvirrubro que assistiu o jogo contra o Globo deve ter sentido o desespero de não conseguir gritar gol e ao mesmo tempo a honra ser estabelecida em se reestruturar em campo em pouco tempo.


Ora, basta ver a escalação. Quatro jogadores apenas daquele catado que era o Potiguar há duas rodadas. Jogadores, que por sinal, merecem a confiança: Jair, Madson e Oséas. Mikael ainda não é aquele que conhecemos. Uma pena.


Não dá nem pra comparar. Vi um Potiguar que tinha interesse em resultado e no jogo. No primeiro tempo, sofreu com o Negueba nas costas do Mikael e depois nasceu a bobeada do gol. Depois disso, luta pelo empate. Faltava calma pra evitar a roubada da bola, cabiam mais chutes.


No segundo tempo, então, o Madson chamou os holofotes pra si. Fez de tudo um pouco. O time encaixou nas jogadas dele e começou a criar volume. Parecia questão de tempo para um empate ou puro azar. Azar mesmo, bola na trave, rasteira, na lateral. Urubucada de quem torce contra o momento do clube.


Voltando ao título, é hora de dignificar. O primeiro passo para a retomada da confiança em campo começou sem o necessário resultado. Nas arquibancadas o que não pode acontecer é carteirada de dirigente e de ex-dirigente, que fica na sombra do clube. Abutres, nas palavras de Luciano Quadros.


Como o professor falou: é hora de dignificar. O passado recente já foi construído de maneira amarga. Pra que o futuro no campeonato também não tenha esse sabor, só com honra à história e resultado em campo com pessoas de caráter a frente do clube.


Destaques: Madson, Jozicley e Jheann.

Podem mais: Maykinho, Mayron e Mikael.

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