• Larissa Maciel

Pós jogo: as semelhanças nas derrotas contra América e Santa Cruz

Potiguar tem errado o que não pode errar. Agora é a hora de sacudir a poeira.

Quem assistiu América 4x0 Potiguar e agora a derrota para o Santa Cruz (3x0) pode ter notado uma semelhança: o adversário, nos primeiros minutos, deu a bola ao alvirrubro. Como gosta de jogar, o Potiguar avança suas linhas, faz o toque de bola de pé em pé até chegar desde as extremidades ou a contribuição do meio ao gol. Foi assim que Talento driblou a primeira e chegou para chutar contra Zé Arthur. Foi assim que o mesmo Talento procurou Walber, pelo centro, que tentou o chute e foi interceptado. O volume de jogo era claro. Contra o América foi assim também.


E justamente pela semelhança das duas últimas partidas é que o sinal de alerta defensivo precisa ser ligado. Pela contribuição nas extremidades, com Romarinho e Sandro, em alguns momentos o Santa Cruz aproveitou isso com Vitinho, Thyago e Chiclete. Também pelo toque de bola rápido, o erro de passe pode ser fatal e gerar contra ataque. Também pode gerar tentativa de fora: gol de Índio, gol de Taipu, em bola parada.


É hora de separar o Datashow, sentar e avaliar. Equipe toda, reunida. “Faltou cobertura aqui, faltou comunicação ali (lance do pênalti). Aproxima mais aqui”. É apenas a primeira partida do segundo turno, mas os primeiros três pontos já se foram. Sem qualquer dúvida, o técnico Luciano Quadros buscará novas estratégias. Hoje não tinha Wallace e Mayron, por sinal uma grande perda. Também perdeu Berriel de última hora.


Dá tempo de corrigir os erros que aconteceram do América pra cá. Isso não quer dizer deixar de ser ofensivo, coisa que está claramente no DNA do professor e dos seus comandados. Evaristo Piza estudou o embalado Potiguar, Renatinho também. Paulo Pereira vai fazer o mesmo.


No domingo é dia de sangue no olho. Agora, pós três pontos "perdidos", virou a guerra por uma nova reviravolta.

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