• Larissa Maciel

Potiguar aponta dedo para poder público, mas cadê a prestação de contas?

Prestação de contas ainda não chegou à imprensa ou tem prazo para aparecer.

Falei durante a transmissão da 95 FM que o Potiguar passou a semana colhendo adversários. Primeiro, claro, o ABC pela Série D. Depois, com Nogueirão interditado, foi Ministério Público, Liga Desportiva Mossoroense e suas gestões e de quebra, reclamações diretas ao poder público, com direito a vídeo dos atletas.


O torcedor já deve estar ciente que um vídeo com os jogadores foi gravado, no campo do Leonardinho, ainda quando a equipe fazia o treino de apronto. Puxados pelo capitão Nildo, os atletas pediam respeito à profissão e falavam em descaso.


De fato, é um descaso o que fazem com o Nogueirão. A situação se arrasta há décadas. O grito pela municipalização ecoa aos quatro cantos, mas não é ouvido. O esporte amador sobrevive de migalhas, de suor de quem quer ver a coisa andar por aqui.


Quem faz o futebol profissional não pode ficar de braços cruzados esperando um afago de representantes. Também não pode esperar que volte aquele tempo em que o patrocínio estampava a camisa. Isso não é mais permitido. Mas de que adianta apontar o dedo para o poder público, se você sobe no mesmo palanque?


Questionei ao vivo e aqui volto a questionar: em 70 anos de história, o que o Potiguar fez para mudar a situação que vive hoje? Continuará esperando campo do Thermas, do Nogueirão, da Ufersa? Continuará gravando vídeos no Leonardinho e depois partindo para outros locais? O alvirrubro tinha o seu CT, todos sabem que o poço, ironicamente ou não, foi o buraco que o time caiu nesse sonho, mas jamais poderia tê-lo abandonado.


E por falar em investimentos, em dificuldades financeiras, que todos sabemos que o futebol mossoroense passa, onde está a prestação de contas da atual gestão solicitada pelo conselho deliberativo? Irá para a imprensa? Afinal, foi colocada como uma medida de urgência e que se perdeu durante semanas.


É muito clichê, mas não adianta apontar o dedo, porque pelo menos quatro apontam pra você. Na hora da crítica ao que vem de fora, falta uma autocrítica pra quem está dentro.

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