• Larissa Maciel

Potiguar impacta ao entrar de preto em homenagem às vítimas da COVID

Não foi lacração, foi homenagem. O impacto serve pra lembrar que o futebol não é imune.

foto: Sarah Alves

Potiguar de preto dentro de campo na última rodada do campeonato estadual. A ideia anterior era fazer isso na terceira rodada do segundo turno, mas o momento foi propício e certeiro.


O impacto de ver um alvirrubro de preto dentro do gramado vai além de marketing e de venda, é uma homenagem. O clube, por sinal, separou nomes em meio as 450 mil vítimas da COVID para homenagear na sua última tarde de futebol de 2021. Nomes como repórter Francileno Góis, do jornalismo TCM. Nomes como Tiago Fernandes, pessoa querida do handebol mossoroense. Bonito de ver.


O dia foi certeiro porque, horas antes do time entrar em campo e gerar “estranheza” ou surpresa pelo fato, na CPI da COVID, que bomba nas redes sociais, Dimas Covas, do Butantan, alertou:


"O Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a iniciar a vacinação, não fossem os percalços que tivemos que enfrentar".


Imagina, então: quantos nomes poderiam NÃO estar na homenagem do Potiguar?


A mensagem que o clube levou nas costas é uma mensagem que o futebol, infelizmente, não soube espalhar em cenário nacional. Vimos clubes burlando protocolos, testes e aglomerações que zombaram da doença que ceifou muitas vidas.


Costumo dizer que o futebol é o retrato da nossa sociedade. Retrato de mão dupla. O que acontece fora, acontece dentro e é doloroso.


Não foi lacração, foi homenagem.


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