• Larissa Maciel

Potiguar precisa ser mais raça do que tática agora

O time parece sentir o golpe ao sofrer gols e há o fator psicológico da sequência negativa.


O Potiguar desanima o seu torcedor. São cinco derrotas consecutivas com erros pontuais que culminaram com resultados que podem custar bem caro no final do campeonato. A derrota para o Força e Luz lá atrás é bastante simbólica. Ali, ainda que a equipe do time elétrico tenha apresentado boa estratégia, o time parecia desmoronar quando via o adversário buscar também o resultado. Não dá pra entender.


Contra o América, claramente o time também sentiu as substituições forçadas pelos cartões amarelos absurdos assinalados em sequência por Caio Max. Agora, perde para um Santa Cruz que contou com velocidade e soube superar a zaga adversária com individualismo e pitadas de bola parada.


O Potiguar não está mal armado, essa é a impressão que tenho. Tem sim bons jogadores, mas alguns parecem não ter o mínimo prazer da função que faz. Tem que vibrar, tem que colocar a bola pra lateral porque cada jogo é decisivo. Não pode dar a bola no pé do adversário e achar normal, erros bobos são facilmente lamentados e pronto, passou? Não, não é assim.


Ouvi nos bastidores do clube que o Potiguar de Nilson Correia tem sangue mais nordestino, com mais ímpeto. É isso que precisa aparecer no jogo contra o Assu. Jogo se faz sim com tática, atleta tem sua qualidade técnica, mas um pouco de raça, de prazer, de tesão pelo resultado não faz mal a ninguém.


Bola pro mato que é jogo de campeonato, pô!

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