• Larissa Maciel

Prata nas Paralimpíadas, Thalita Simplício desabafa: “nosso trabalho não é feito apenas medalhas"

A atleta pede mais investimentos no esporte paralímpico. Atleta guia também comenta.

foto: Verônica Macedo

"Infelizmente, o nosso trabalho não é feito apenas de medalhas, muito menos de reconhecimento em campeonatos de grandes proporções, como uma Paralimpíada. O lugar que ocupo foi devido a muitos sacrifícios. Meu guia e treinador teve que nadar contra a maré para conseguir financiamento a fim de custear nossas competições através de amigos e familiares. Em toda a minha carreira não tive incentivo dos governos municipal e estadual, e o acesso às bolsas que me fizeram ser uma atleta de alto rendimento tiveram apenas apoio do governo federal".


A fala da atleta paralímpica foi dita na Câmara Municipal de Natal, no ato de entrega da Comenda Adriano Galvão Pereira como homenagem aos atletas que estiveram em Tóquio representando o RN. Além de Thalita, o atleta guia, Felipe Veloso,


"Eu sei o quanto ralei, como foi doloroso, das coisas que abri mão, das humilhações, das noites estudando, dos fins de semana longe da minha famílias e amigos. Só eu sei quanto vale cada gota de suor derramado, cada lágrima escorrida, cada detalhe ao longo desses nove anos e, em específico, o último ciclo, 2017-2021. Só quem esteve presente compreende como foi difícil - desabafou Felipe, que também foi homenageado pela Câmara.

"Sem nenhuma ajuda dos poderes municipal e estadual. Aí quando a medalha chega, todo mundo quer fazer parte da festa", completa.


Do blog:


As falas dos atletas são sempre bem vindas. Principalmente porque escancara a lacuna da falta de incentivo em vários aspectos. O Governo do RN anunciou um novo programa para o esporte e agora é preciso cobrar deste e também dos municípios. Na hora do triunfo, todo mundo bate palma.

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