• Larissa Maciel

Quantos "Márcios" e "Wallyssons" são necessários ao futebol do RN?

Atletas que usam os microfones ao seu favor e de forma coerente se destacam além do campo.

No domingo, ainda no jogo contra o Potiguar, o atacante Wallysson provou novamente ter costas largas como um líder do elenco abcedista e aproveitou o microfone do repórter Pedro ítalo, da TCM HD, para explanar a sua insatisfação com a atuação do time:


"Os jogadores não estão entendendo que estamos jogando no maior do Estado. A pressão é normal e tem que ter coragem de jogar. Desde o início do campeonato a gente sabe onde está falhando, então tá faltando vergonha na cara, trabalhar, botar os pés no chão", disse o atacante alvinegro.


É uma forma de mandar a mensagem para o seu torcedor que certamente espera vitórias do atual elenco, seja no estadual ou na Copa do Brasil. Durante o jogo no Nogueirão, torcedores alvinegros também protestaram contra o técnico Moacir Júnior.


Na segunda (14), o meia Márcio Mossoró, estrela do mesmo jogo para o Potiguar, também usou bem os microfones. Poderia apenas ter falado da noite mágica que viveu na carreira, olhando para os seus pais na arquibancada. Mas ainda assim, aproveitou a entrevista exclusiva na TCM HD para pedir socorro pelo futebol mossoroense.


"Eu faço aqui um apelo: ajudem o futebol mossoroense. Se não fizermos nada, em poucos anos não teremos mais futebol aqui", disse MM8.


Aí eu te questiono, leitor e leitora: quantos "Wallyssons" e "Márcios" são necessários para o despertar do futebol norte rio grandense? O que ainda é preciso para que cada classe reaja a falta de gestão do nosso futebol, o calendário pobre que temos no cenário esportivo? Os erros absurdos, a discrepância de equipes, o amadorismo de quem enche o bolso de grana e finge que faz algo pelo esporte?

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