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Reunião entre conselho e diretoria do Potiguar tratou de notícias sobre venda de resultados

Blog Larissa Maciel teve acesso a ata da reunião extraordinária realizada junto à gestão.

No dia 10 de setembro, o Blog Larissa Maciel publicou a informação de uma reunião, em caráter de emergência, solicitada pelo conselho fiscal do Potiguar para tratar da prestação de contas da atual gestão. A imprensa foi informada que o encontro aconteceu, inclusive com entrega dos documentos necessários para balanço e que o resultado só virá pós eleições municipais, devido a quantidade de material a ser analisado. (Veja matéria da TCM sobre o assunto).


Passado o período, o assunto esfriou. No entanto, o Blog recebeu de uma fonte uma cópia da ata da reunião extraordinária data de 18 de agosto de 2020. O que chama atenção é o assunto principal, constado no documento, que também possui assinaturas em caneta. Veja um trecho:


“O Sr. Francisco Djalma (presidente do Conselho Fiscal) deu as palavras iniciais, agradecendo a presença de todos e informando o intuito principal da convocação, que seria discutir sobre notícias que vêm sendo veiculadas sobretudo nas redes sociais sobre o envolvimento de colaboradores ligados ao clube em venda de resultados de partidas para sites de aposta e que sejam tomadas as providências cabíveis”.


O advogado José Williams, assim como o ex-presidente Jorge do Rosário e Gregório Jales demonstraram preocupação, de acordo com o que aponta a ata. O atual presidente, Benjamim Machado, destacou na reunião o planejamento financeiro, os gastos com o Nogueirão e ainda citou dívidas de gestões anteriores que foram finalizadas com acordos. Benjamim também mencionou o fato na goleada sofrida pelo América, quando jogadores alegaram que outros estariam “entregando o jogo”. A ata menciona que o presidente mostrou vídeos conversando com o elenco e a comissão sobre o assunto e que não aceitaria qualquer notícia sobre esquemas ilegais.


A sequência da reunião, relatada na ata, ainda traz a descrição das falas do ex-diretor Marcos, que deixou o clube após impasses com Benjamim, e citou comentários de jogadores e de empresários envolvidos em resultados de outros clubes do Nordeste. Benjamim em sequência destacou que supostos envolvidos se desligaram do clube.


Jorge do Rosário solicitou exclusão imediata de qualquer pessoa com supostos envolvidos, uma vez que a imagem do clube deveria ser resguardada. O advogado Williams Segundo também pediu que fossem apurados os fatos. Francisco (vice do clube) também concordou que atletas e o empresário fossem excluídos do clube.


O Blog Larissa Maciel também recebeu informações que após esta reunião, o empresário João Maria, um dos principais investidores, ainda passou mais de uma semana distante do alvirrubro. Segundo o que consta na ata, no entanto, o presidente Benjamim explicou aos colegas de reunião que o custo para exclusão desses atletas era alto e não seria possível.


Ao fim da reunião, a prestação de contas entrou em cena. Com sugestão de aglutinar abnegados para criação de programas de sócios, folha de salário em dia pela gestão e por fim, Benjamim se prontificou a apresentar todo o balancete em uma próxima reunião.


O documento descrito você confere aqui:

Ata_de_Reunião_Extraodinária_CF_ACDP(4
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Nota do Blog – Salienta-se que a matéria em questão tem caráter noticioso, não opinativo, em conformidade com a lei de acesso a informação, Lei Nº 12.527, DE 18 DE NOVMEBRO DE 2011 no inciso XXXIII do art. 5º , no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal. Que ressalta:


II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações;

Art. 4º Para os efeitos desta Lei, considera-se:


III - informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;


IX - primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações.


DO ACESSO A INFORMAÇÕES E DA SUA DIVULGAÇÃO


Art. 6º Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a:


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II - proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade; e

III - proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso.

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