• Larissa Maciel

Semifinais dão nova cara ao Estadual. Falta diminuir as disparidades

Campeonato ainda mostra a discrepância entre as equipes.

foto: reprodução

O campeonato Estadual 2022 já acabou para as equipes que não avançaram das semifinais. De toda forma, é possível fazer uma leitura quanto à pequena mudança no formato da competição, sugerida por equipes como Potiguar, Assu e Santa Cruz.


A chegada das semifinais melhorou a disputa entre as equipes do interior por vagas na Série D e também para estar na própria semi. A prova disso é que no primeiro turno, grande parte ainda tinha condições de classificação. Já no segundo turno, a tabela ficou embolada para definir quem ficava nas melhores posições entre América, ABC, Potiguar e Globo.


O que é óbvio, mas precisa ser dito, é que o campeonato também comprova o tamanho do penhasco entre o futebol da capital e o do interior. Não dá para negar, é muito discrepante. ABC e América goleiam, passeiam e até constroem um retrato no ano que não condiz com o restante dos desafios da temporada.


Para piorar, a arbitragem dá show de más intepretações e os clubes do interior, com migalhas, tentam ser o Davi contra dois golias. Como diminuir essa disparidade? Isso, óbvio, é trabalho para a FNF junto às gestões. Dar bolas para treinamento é suficiente? Ajudar no pagamento da arbitragem é suficiente?


A FNF viu o Potiguar de Mossoró, o Potyguar de Currais Novos e o Assu sofrerem com salários atrasados e sequer soltou nota ou se solidarizou com a situação. Poderíamos, por sinal, ter w.o de equipes nesta temporada. Isso tudo passa em pizza, mas uma pizza um tanto quanto azeda.


Agora, o futebol do interior guarda seu terno na naftalina e volta a estender o pires por um incentivo que não chega.

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