• Larissa Maciel

Título inédito do Globo é novidade boa, mas campeonato não pode ser esquecido

Campeonato tem mais assunto extra campo do que com bola rolando. Uma pena.

O campeonato potiguar finalmente acabou. Digo finalmente porque este ano tivemos um show de horrores dentro e fora de campo. A dificuldade financeira das equipes foi uma realidade clara que mexeu também com o nível da disputa. Equipes como Palmeira, Santa Cruz e Assu, por exemplo, sofreram e muito na competição. O Potiguar, vale a ressalva, se remontou milagrosamente. Poderia ter amargado coisa ruim.


O “santinha”, na verdade, foi símbolo de superação com um dos principais nomes do campeonato: Renatinho Potiguar. A montagem do Globo campeão é dele, o protagonismo também foi seu ao dizer que faltou honestidade da direção do Globo quanto à chegada de novos parceiros. Por sinal, a presença de empresários no nosso futebol mexeu com ânimos, gerou denúncias e um clima de desconfiança. É algo para se estudar com mais calma nas próximas temporadas.


As reviravoltas, goleadas e placares surpreendentes, embora comemorados pelo presidente da Federação, também fomentaram a explosão da denúncia de manipulação de resultados. Vale lembrar que um vídeo de jogadores cobrando a direção do Globo também foi um dos cenários para isso. As equipes, não só a águia de ceará mirim, deram um show de horrores em desinformação. Se calaram quando não deviam, ocultaram detalhes de bastidores, passaram pano em outros. Coisa difícil é comunicar no futebol potiguar. Poucos se salvam.

Sem dúvida não dá pra esquecer os equívocos de arbitragem que interferiram em alguns resultados. Lembrando de cabeça aqui, claro, o pênalti para o ABC na final do segundo turno foi o marco. Ontem também teve polêmica com pênalti não marcado para o ABC e por aí vai. Nossa arbitragem todo ano é assunto, infelizmente para o lado ruim. Não dá pra esquecer o caso de racismo, que sabe lá que fim levou, também com pouco peso nas mãos da FNF.


Mas falando em futebol, o Globo soube se virar. Soube vencer a saída de Renatinho e se firmar com Vandeilton, que depois deixou o comando técnico. Soube escolher o nome de Hugo Chacon para dar condução do segundo turno e esperar seu adversário final. Soube ser estratégico nas duas finais com o ABC, principalmente o jogo de volta, no Frasqueirão, foi muito bem estudado pela equipe. É um título inédito e inesquecível.


Cabe a senhora FNF aplaudir, mas assumir suas responsabilidades daqui pra frente: e a investigação quanto a denúncia de manipulação de resultados, como fica com o fim do campeonato?

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