• Larissa Maciel

Todos os anos, os clubes brasileiros dão show de imaturidade

Leia a opinião sobre o cenário do futebol brasileiro que está se encerrando em 2019.


O experiente Thiago Neves foi uma das figuras mais imaturas do ano - foto: Uarlen Valerio / O tempo

Parece mais um disco arranhado, uma conversa sem fim. A cada novo ano, os times brasileiros, de séries diferentes, participam de uma tremenda onda de imaturidade. Em outras palavras, sintomas de total despreparo. O STJD segue trabalhando muito, a briga entre técnicos e jogadores do mesmo jeito... e os dirigentes, então? Xi...


O caso mais novo de imaturidade extrema foi a nota completamente infeliz do Athletico-PR ao não conseguir renovar com Tiago Nunes. Técnico mais vitorioso da história do clube, que colocou o próprio furacão em um patamar mais alto em 2019, ganhou o desdém do time apenas por optar seguir novos caminhos. Citando o coleguinha Corinthians, lá vai o Athletico falar que a gratidão é a voz do coração, mas alfineta quem não deveria alfinetar.


Todos os anos os clubes que disputam as “cabeças” da Série A escolhem caminhos contrários. O da reclamação correta, quanto a nossa arbitragem totalmente medíocre, e os que escolhem o chamado mimimi. VARmengo, VARmeiras, VAR não sei o quê. Chuva de entrevistas infelizes. Chuva de comentários horrendos na própria imprensa, que se enquadra neste cenário.


E o Thiago Neves recentemente, hein? A figura da imaturidade cruzeirense no ano. No Grêmio, a imaturidade de Renato Gaúcho ao perder de 5 para o Flamengo e ter que citar uma mulher grávida para tentar explicar o inexplicável. A imaturidade de Carille, de Abel Braga, Levir Culpi, Cuca, tantos técnicos que não suportam ter suas filosofias questionadas. A imaturidade xenofóbica com Jesus e Sampaoli.


Ah, e a imaturidade do torcedor braisleiro segue sem limites. Racismo, xenofobia, LGBTfobia, machismo... temos jeito ainda? A democracia do futebol me parece bem ferida também. Em várias arquibancadas.


O que aprendemos com isso, então? Que o show de horrores, destempero, polêmicas, desordem e falta de gestão está acabando por esse ano, meus amigos e amigas. Mas 2020 é logo ali. E nessa sala de aula chamado futebol brasileiro, o jardim de infância, junto com a CBF, parece eterno.

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