• Larissa Maciel

Tudo que o futebol mossoroense não precisa é de silêncio

Por que os gestores só querem falar com a imprensa quando as coisas caminham bem?

Bárbara, do Baraúnas, até agora não se pronunciou. Benjamim chegou a vetar entrevistas este ano - foto: montagem

É hora de prestar contas. Esse é o sentimento que envolve o futebol mossoroense. No Potiguar, surgiu uma reunião de emergência para que a atual gestão mostre toda a documentação com balanço financeiro. Esse “resultado” só virá após as eleições municipais, prazo dado pelo conselho do clube, que alegou o envolvimento de membros do alvirrubro no pleito.


No Baraúnas, tudo começou com o lema de arrumar a casa. Prestar contas, resolver processos. Depois, Armando Duarte e diretoria passaram a focar nas possíveis irregularidades da Liga Desportiva Mossoroense. Agora, com a bomba da renúncia de Bárbara, denunciada pelo então diretor Fabiano Morais, volta a conversa para o balanço financeiro, uma forma de camuflar que forças políticas movimentam o tricolor, sim. Por sinal, por que Bárbara Freitas até agora não se pronunciou sobre tudo que tem acontecido? Ninguém é tão ocupado que não possa emitir uma nota.


E o Nogueirão, então? Interditado. Situação financeira catastrófica, nenhuma perspectiva de qualquer solução. A Liga não vê condições, o poder público alerta que nada poderá fazer sem a municipalização. Dedos também se voltam para as contas da LDM e para o pleito dentro dela que acontecerá em novembro.


É hora do torcedor alvirrubro, tricolor ou carcará, seja lá o que for, ter acesso aos dados. É hora de ser transparente. Gestões se sentem atacadas quando a imprensa exige que o balanço de uma diretoria seja publicado, colocado à luz da sociedade. Não adianta vetar entrevista, a gente vai atrás da informação. Eu chamo isto de jornalismo, mostrar os fatos.


Tudo que Mossoró menos precisa é de silêncio. Silêncio de gestor, silêncio do torcedor cabisbaixo e sem esperança, silêncio de quem sabe o que acontece e prefere ficar calado. Se no futebol um chute de fora da área pode decidir um placar, um papel e uma caneta, um áudio, uma entrevista, pode decidir o rumo do futebol mossoroense.


Espaço aberto:


Benjamim Machado informou que, na condição de presidente executivo do clube, não tem nada a esconder e que apresentou os balancetes ao Conselho Fiscal na presença do Conselho Deliberativo, isso já há mais de 3 meses. O que o blog informou é que, segundo o presidente do conselho fiscal, o balanço do que foi entregue em documentação só virá pós eleições.

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