• Larissa Maciel

Zagueiro fala sobre passagem pelo Potiguar: “foram meses difíceis”

Roberto Júnior destacou que o time tinha tudo pra dar certo com Luciano Quadros, mas faltava melhores condições.

Roberto Júnior lembra que jogou no sacrifício contra o América - foto: Yhan Victor/ACDP

Dificuldade financeira, lesões, alimentação, um lugar totalmente diferente. Foi assim que o zagueiro Roberto Júnior, um dos nomes trazidos por Luciano Quadros este ano analisou a sua passagem pelo Potiguar.


O jogador, que se destacou principalmente no empate em 0x0 com o Assu pela sua atuação segura no primeiro tempo (depois sofreu uma lesão), falou ao blog Larissa Macciel sobre as expectativas até o desligamento do alvirrubro. Muitos momentos de silêncio foram explicados.


“Eu não aguentaria colocar panos quentes nessa situação. Eu sabia das dificuldades que teria, em relação à estrutura, o que é normal. O que mais me surpreendeu negativamente foi a forma como as pessoas tratam o ser humano”.


Roberto, assim como os demais jogadores que chegaram, tinha total confiança no trabalho de Luciano Quadros e acreditava que o time tinha tudo para ir bem no Estadual. No entanto, não é surpresa para ninguém as divergências de treinador e elenco com a diretoria.


“O futebol tem um lado muito escuro que você às vezes só consegue ver até a página dois. Eu pedi pra ir embora em fevereiro. Não era uma questão só minha. Foi a primeira vez que eu trabalhei no Nordeste e eu vi uma situação onde a maioria das pessoas aceitam muitas coisas. Claro que a gente entende as limitações. Me perguntava se era normal”, completou.


O zagueiro ainda falou sobre suas lesões: “posso ter saído com fama de lesionado e corpo mole”. Além disso, relatou que jogou no sacrifício contra América e Assu.


“Nessa mesma semana, o Luciano me perguntou como eu estava. Eu falei que não tinha como jogar. E então a direção depois sugeriu que eu tomasse uma injeção (infiltração). Mas eu tenho personalidade forte. Tem coisas que sinceramente não faço mais. Entrei em campo contra o América e contra o Assu sem condição nenhuma. Não deveria ter feito, mas eu queria jogar”.

E ainda que a passagem pelo clube não tenha acontecido como desejava, ele também destacou a disparidade com os clubes da capital e elogiou torcida, imprensa e profissionais da cidade que acreditam no futebol local.


“É um clube que tinha tudo pra ter um bom trabalho. Torcida apaixonada, veículos de comunicação, pessoas como o Neylson (fisioterapeuta) que vou levar pro resto da vida. Mas um dos males maiores é tentar bater de frente com ABC e América com a estrutura que dão. Pode ser que o Potiguar seja maior amanhã que os dois, mas só se reestruturar, se preparar pra isso”.

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